segunda-feira, 20 de abril de 2009

Filme: Quem Quer Ser Um Milionário?

D

epois de um bom tempo fora do mundo dos blogs, faço uma postagem dedicada a um filme que vi semana passada no cinema (e olha que para ir ao cinema, embora eu goste muito, ultimamente tenho de ter quase certeza que o filme é bom!): o filme é Quem Quer Ser Um Milionário?.

A sinopse, retirada da internet, é mais ou menos assim: Jamal K. Malik (interpretado por Dev Patel) é um jovem que trabalha servindo chá em uma empresa de telemarketing. Sua infância foi difícil, tendo que fugir da miséria e violência para conseguir chegar ao emprego atual. Um dia ele se inscreve no popular programa de TV indiano "Quem Quer Ser um Milionário?". Inicialmente desacreditado, ele encontra em fatos de sua vida as respostas das perguntas feitas.

É o vencedor, neste ano, de 8 Oscar e 4 Globos de Ouro, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor.

É um filme fabuloso! Digno de todas as indicações e premiações que lhe foram concedidas... Ele mostra a realidade nua e crua da pobreza frente às poucas chances de ascensão que a vida dá a quem está numa situação degradante. Ilustra, através do protagonista e de seu irmão, os diferentes caminhos, conhecidos por todos nós, que podemos percorrer para ter uma vida melhor. Essa produção trabalha ainda com toda a esperança que os astros, destes programas que possibilitam o acesso rápido ao dinheiro, passam à população que se encontra na mesma penosa situação, povo este que deposita toda sua determinação e devoção nestas poucas pessoas que têm a chance de melhoras sua vida como nenhuma outra poderá. Isso sem falar na história de amor que permeia todo o filme... realmente uma produção fantástica!

O site oficial do filme fornece informações adicionais, além do excelente trailler do filme.
Sem dúvida este é um filme que DEVE ser visto, e na telona do cinema ele certamente terá um "sabor" todo especial.
Juntamente com o pôster, nesta postagem há algumas fotos das cenas do filme. Veja o filme e me conte o que achou.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

A arte de coçar

Q

ue esfregar a pele alivia a coceira, isso todo mundo sabe. O problema é como isso acontece fisiologicamente... E pensando em desvendar tal mistério, foi feito um estudo por cientistas da Universidade de Minnesota que foi publicado na Revista
Nature Neuroscience.

Pesquisas anteriores sugeriam que o chamado trato espinotalâmico, na medula espinhal, tinha um papel determinante, pois seus neurônios constituintes estavam mais ativos quando eram aplicadas substâncias pruriginosas na pele.

No último trabalho, desenvolvido em primatas, foi descoberto que estes mesmos neurônios são bloqueados no ato da coçada, impedindo que os impulsos da coceira cheguem ao cérebro.

Os pesquisadores envolvidos se mostraram estimulados pelo estudo, pois dentro de alguns anos, e com maiores conhecimentos no assunto, poder-se-ão desenvolver medicamentos efetivos para aliviar este sintoma, que quando crônico, afeta a qualidade de vida.

Há muitas doenças que cursam com prurido como SIDA, Herpes-zóster, Linfoma Hodgkin e problemas da vesícula biliar.

Ainda são necessários estudos complementares para determinar a causa exata do alívio que se tem quando se esfrega a pele pruriginosa, que segundo o livro Tratado de Fisiologia Médica, de Guyton & Hall, a chamada inibição lateral parece estar envolvida neste processo. A inibição lateral, também chamada de periférica, baseia-se no fato de que em uma mesma via (conjunto de neurônios com a mesma disposição - e muitas vezes as mesmas origens e destinos) quando um neurônio é ativado ele transmite um estímulo aos neurônios adjacentes, inibindo-os. Assim, o ato de coçar estimularia neurônios que inibiriam os neurônios adjacentes que traziam as informações pruriginosas, que então, não chegam ao cérebro, dando a (ótima) sensação de alívio.

Ao fazer buscas na internet acerca do tema encontrei este artigo: Coceira: incômodo ou alerta, publicado na Revista Mente & Cérebro, que traz maiores informações sobre o assunto de uma forma mais leve e menos técnica que os livros acadêmicos.