sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Pequenas grandes mentes

H

á poucos dias vi uma propaganda na televisão, do PMDB, envolvendo crianças, as quais falavam pontos positivos do partido ou algo do tipo. Isso trouxe à tona em minha mente uma discussão que há tempos penso em expor aqui no blog: a colocação de crianças em comerciais ou campanhas que elas não tem a maturidade de presenciar (e questionar). E não me refiro ao entendimento, por parte da criança, do que é necessário ao bem estar de uma população (que muito é abordado em propagandas de partidos políticos), mas sim, da imaturidade do (muito) jovem para julgar se aquele "produto a ser vendido" (seja uma empresa ou um partido) tem realmente todos os benefícios que são passados pelo comercial.

O mesmo problema ocorre quando se colocam crianças a pregarem idéias religiosas às pessoas ao redor, afinal não tem fundamento (nem noção) usar crianças para difundir idéias as quais elas não têm a capacidade de refletir sobre sua veracidade, isto é, é no mínimo impróprio fazer uso de crianças para expressar idéias ou crenças previamente selecionadas pelos adultos.

Infelizmente vejo que isso está se tornando uma prática comum... o que, aliás, nada mais é do que um reflexo do que eu costumo chamar "efeito malisa", uma alusão ao encanto que os adultos estão demonstrando à dita esperteza das crianças de hoje - iniciado pela mini-apresentadora Maísa, que segundo o CQC não é uma criança e sim um anão - o que pra mim não passam de crianças "salientes", exibidas e diria até precoces, que têm atitudes e comentários incompatíveis com a idade, mas de uma forma camuflada pela tão adorada "super-esperteza" das crianças atuais.

Um comentário:

SOS.Política disse...

Veja o blog
SOS.Política.blogspot.com
para discutirmos política sobre o olhar jovem.