sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Guerra Sem Fim

É

incrível como esta desavença se estende... e de uma forma cada vez mais sem motivos. Obviamente, o ditado "violência gera mais violência" se aplica perfeitamente neste caso.

No entanto, olhando um fórum de discussões, percebi que grande parte das pessoas expressam seu apoio a Israel, com justificativas tão ultrapassadas e simplistas que remontam à epoca em que os únicos meios de informação disponíveis eram controlados por pessoas que ditavam suas restritas opiniões como forma de controlar as "massas". Porém, atualmente , com todas as formas de se obter uma notícia, é inadmissível que ainda haja tais pensamentos, como: "Israel tem direito de atacar, pois eles habitavam aquela terra mesmo antes de Jesus chegar". Quanta bobagem!

Imagino como se sentiria tal pessoa se, no caso do Brasil, os índios batessem na porta de sua casa, quebrando seus pertences, matando seus familiares... tudo em nome de uma terra que lhes pertenceu há séculos atrás. Duvido muito se ele entregaria seus bens por pura vontade.

Claro que é impossível comparar a situação dos índios com a dos povos do Oriente Médio, já que os primeiros nunca tiveram a chance de se reerguer e readquirir seus bens, sem falar que foram vítimas de um massacre que dizimou com sua população. Mas a sensação de impotência e ódio gerada pelos ataques certamente não têm distinção de um povo para o outro, principalmente em casos como este, de destruição de toda uma vida construída com suor.

Abaixo, segue a última notícia publicada sobre o assunto, que fala sobre a liberção dos estrangeiros da área afetada... e para quê? Para abrir espaço para novos ataques? Fica a pergunta...

Israel permite saída de estrangeiros da Faixa de Gaza
Soldados israelenses lançam morteiros na Faixa de Gaza

Segundo o correspondente da BBC em Israel Paul Wood, cerca de 100 pessoas já passaram pelo posto de fronteira de Erez, que liga Gaza a Israel. A expectativa é de que outras 200 pessoas ainda passem pelo local até o fim do dia.

A maioria dos estrangeiros que cruza a fronteira é de mulheres casadas com palestinos, e crianças, acrescentou o correspondente.

“Há pessoas de Rússia, Bielorrússia, Ucrânia e outros países do leste europeu nesta situação”, disse Wood.

A subchefe do Escritório de Representação do Brasil em Ramallah, na Cisjordânia, Rosimar Suzano, disse que não há expectativas de que as três famílias de brasileiros que moram em Gaza deixem o território até o fim do dia.

"As pessoas que estão saindo hoje são de outras nacionalidades. Ainda não sabemos quando os brasileiros poderão sair de lá", disse Suzano por telefone à BBC Brasil.

Israel está impedindo que jornalistas estrangeiros entrem em Gaza e declarou a área em volta do território uma "zona militar fechada".

Protestos

Em Ramallah, na Cisjordânia, e em Jerusalém, palestinos entraram em confronto com a polícia israelense durante manifestações convocadas pelo Hamas contra os bombardeios em Gaza.

Líderes do grupo pediram aos palestinos que realizassem um "dia do ódio" nesta sexta-feira.

Em Jerusalém, palestinos jogaram pedras contra os policiais, que responderam com bombas de gás lacrimogênio.

Desde o início do dia a polícia israelense está posicionada em toda Jerusalém Oriental e impõe restrições ao movimento de palestinos na Cisjordânia.

As incursões israelenses em Gaza, que já deixaram mais de 400 mortos segundo fontes palestinas, continuam mobilizando milhares de pessoas em vários países.

No Egito, 300 pessoas fizeram um protesto ao lado de uma mesquita no Cairo. Em Jacarta, na Indonésia, cerca de cinco mil pessoas fizeram uma manifestação próximo à embaixada dos Estados Unidos.

Mobilizações semelhantes foram realizadas em Sydney, na Austrália, e no Irã.

Novos ataques

Cinco pessoas, incluindo três crianças, morreram nesta sexta-feira em decorrência dos últimos ataques aéreos de Israel em Gaza.

Em uma manifestação durante o funeral de Nizar Rayan, líder do Hamas morto por um bombardeio israelense na quinta-feira, líderes do grupo disseram que "não vão descansar enquanto a entidade sionista não for destruída".

Militantes palestinos voltaram a lançar foguetes contra Israel, de acordo com as autoridades israelenses. Ambos os lados ignoraram apelos internacionais por um cessar-fogo.

Israel afirma que concluiu nesta sexta-feira os preparativos para uma possível ofensiva por terra. Desde o início dos confrontos, no sábado passado, um grande número de tanques e soldados israelenses vinham se concentrando na fronteira com a Faixa de Gaza.

Ainda de acordo com o correspondente da BBC há um "sentimento crescente" de que Israel deva realizar algum tipo de operação por terra já que o Hamas continua lançando foguetes contra cidades fronteiriças com Gaza, no sul do país.


Fonte
BBC Brasil

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